sexta-feira, 18 de abril de 2014

18/04 - Dia Nacional do Livro Infantil

Por: Jussara de Barros
Fonte: Brasil Escola


O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.
“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.
Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.
Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.
Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.
Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira que preparava famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor-de-rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?
Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré fêmea muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como com personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.
Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.
Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Chocolate faz bem para a saúde; confira 10 benefícios

Fonte: Terra

O chocolate não é só uma delícia. O seu consumo moderado também oferece uma lista de benefícios.
E quanto mais cacau na fórmula, melhor.
Justamente no Dia do Cacau (26 de março) e às vésperas da Páscoa, confira abaixo os pontos positivos relacionados à iguaria, segundo estudos recentes.

1. Câncer de intestino
Pesquisadores da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, divulgaram em 2008 que o chocolate pode ajudar a combater o câncer de intestino. Isso porque algumas moléculas presentes no cacau, chamadas de procianidinas, possuem propriedades antioxidantes, que serviriam para proteger as células das degenerações do tumor.

2. Bem-estar
A sensação de bem-estar causada pelo chocolate encontra respaldo na ação da endorfina e da dopamina, relacionadas ao relaxamento. Alguns cientistas afirmam que a delícia é capaz de aumentar a produção dessas substâncias.

3. Fluxo arterial
Estudos mostram que o consumo do chocolate amargo melhora o fluxo arterial e faz bem à saúde cardiovascular por diminuir a tendência de coagulação das plaquetas e de obstrução dos vasos sanguíneos. Ajuda a diminuir os níveis de LDL (colesterol ruim).

4. Saúde do coração
O chocolate tem efeitos benéficos para o coração. Cientistas da Universidade de Linkoping, na Suécia, descobriram que a versão amarga (rica em cacau) inibe uma enzima no organismo conhecida por elevar a pressão arterial. O resultado positivo é atribuído às catequinas e procianidinas, antioxidantes encontrados na iguaria.

5. Saúde cerebral
O chocolate amargo pode reduzir os danos cerebrais após um acidente vascular cerebral, segundo um estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Os cientistas descobriram que um composto chamado epicatequina protege as células nervosas. Os testes foram realizados em ratos e a equipe espera que os efeitos possam ser aplicados em seres humanos.

6. Na gravidez
Chocolate durante gravidez pode ajudar a prevenir a pré-eclâmpsia (hipertensão). Uma pesquisa da Universidade Yale, nos Estados Unidos, sugere que mulheres que saboreiam a delícia ao menos cinco vezes por semana estão 40% menos propensas a desenvolver o problema do que aquelas que a consomem menos de uma vez. O composto teobromina, encontrado principalmente nas variedades amargas e meio-amargas, pode ser o responsável pelo benefício.

7. Ataques cardíacos
Pessoas que sobreviveram a ataques cardíacos e comem chocolate podem reduzir o risco de morrer por problemas do coração, segundo pesquisa realizada na Suécia. Testes mostraram que saborear o produto duas vezes por semana resultou em 66% menos chances de morrer de doença cardíaca e uma vez por semana reduziu o risco quase pela metade. Isso porque a delícia é rica em antioxidantes, que nos protege do envelhecimento causado pelos radicais livres.

8. Dores
Ingerir chocolate pode aliviar dores, de acordo com um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A distração de comer ou beber por prazer atuaria como um analgésico natural. Os testes foram realizados em ratos, mas os pesquisadores acreditam que o mesmo efeito ocorra em pessoas.

9. Beleza
O chocolate é um aliado da beleza também. Está presente em banhos de ofurô, massagens, máscaras e outros cosméticos. Além do alto poder hidratante, o produto combate os radicais livres, evitando a oxidação das células.

10. Desgaste físico
Dois levantamentos realizados por cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, concluíram que leite com chocolate é a melhor bebida para se recuperar da atividade física. Os benefícios estariam na quantidade de carboidratos e proteínas da mistura.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Por hora" ou "Por ora": quando usar?

Fonte: Exame
Editado por: Talita Abrantes

Respondido por Reinaldo Passadori, presidente do Instituto Passadori de Educação Corporativa.
Ora, bolas! Afinal é por hora ou por ora? As duas formas estão corretas, claro, dependendo das circunstâncias nas quais são escritas.
Não estou falando aqui do verbo orar, conjugado na terceira pessoa do presente do indicativo, quando dizemos: ele ora.

A expressão “por hora”, quando escrita com a letra “h”, refere-se ao tempo, a marcação em minutos. Exemplo: “O médico receitou o comprimido a cada seis horas”. Ou ainda: “O carro estava a cento e vinte quilômetros por hora”.
A expressão “por ora”, quando escrita sem o “h”, dá a ideia de no momento ou agora. É um advérbio de tempo, expressa sentido de por enquanto, no momento, atualmente. Exemplo: “Por ora estou muito ocupado”. Ou ainda: “Você pediu minha decisão, por ora ainda não a tenho”.
Ainda tem a função de conjunção coordenativa alternativa como no exemplo, “quando se senta para estudar, ora tem fome, ora tem sono”.
Por ora creio que basta a explicação. Em outra hora voltarei a falar a respeito.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Aparelho promete deixar qualquer pessoa mais inteligente





Por: Thaís Harari
Fonte: Super Abril


Parece um daqueles fones de ouvido para a prática de esportes. Mas tem quatro tentáculos, que devem ser posicionados sobre a testa do usuário. Ao ligar o aparelho, a pessoa começa a sentir um formigamento. Depois de cinco minutos, deve retirar o dispositivo da cabeça - que, curiosamente, continua formigando por algum tempo. Assim funciona o Foc.us: um aparelho de US$ 250 que está sendo lançado nos EUA e promete aumentar os poderes cognitivos de qualquer pessoa (em especial os jogadores de games, cujos reflexos promete acelerar).

Imagem: Reprodução http://www.foc.us/
 Ivan Bajinov Photography
Ele emprega a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC), uma técnica que consiste em aplicar pequenas correntes elétricas em certas áreas do cérebro. Há estudos mostrando que a ETCC produz efeito no tratamento de depressão e dores crônicas, e também pode intensificar certas funções mentais, como memória de curto prazo, concentração e capacidade de tomar decisões. Na experiência mais recente, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, voluntários foram submetidos a cinco sessões de estimulação transcraniana - e se tornaram capazes de fazer operações matemáticas com o dobro da velocidade. "A corrente elétrica aumenta o nível de atividade cerebral da área estimulada", explica o psiquiatra André Brunoni, coordenador do grupo de estudos sobre neuromodulação não-invasiva do Hospital Universitário da USP. O cérebro continua funcionando no modo alterado durante algum tempo, mesmo depois que a pessoa desliga o aparelho.

Essas conclusões foram obtidas em testes de laboratório - não com um produto comercial. "As pesquisas já realizadas não são suficientes para justificar o uso da técnica fora de um ambiente controlado, e muito menos para garantir que os efeitos produzidos pelo headset serão os prometidos", diz o neuropsicólogo Paulo Boggio, pesquisador da Universidade Mackenzie. Acima de tudo, há o fator risco: o Foc.us utiliza uma corrente muito pequena, 1 miliampére (500 vezes menos do que uma lâmpada caseira de 60 W), mas não há estudos que avaliem suas consequências a longo prazo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Estudo sugere que café pode melhorar memória

Fonte: BBC

Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.
O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente.
Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens.
Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo.
Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois.
No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.
Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória.
Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens "semelhantes" era maior que o que repondia - de forma errada - que eram as mesmas imagens.
"Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína", disse Michael Yassa, que liderou o estudo.
"Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso", acrescentou.
O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.

Poucos efeitos

A equipe agora quer analisar o que acontece no hipocampo, o "centro de memória" do cérebro, para compreender o efeito da cafeína.
Apesar dos resultados promissores, Michael Yassa afirmou que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína.
"Tudo com moderação. Nosso estudo sugere que 200 miligramas de café beneficiam aqueles não ingerem cafeína regularmente", disse Yassa.
O cientista afirmou que pode haver um outro tipo de resposta o que "sugere que doses mais altas (de cafeína) podem não ser tão benéficas".
"Tenha em mente que, se você é um consumidor regular de cafeína, esta quantidade pode mudar", acrescentou.
"E, claro, é preciso lembrar dos riscos para a saúde. Cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos."
Para Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, o estudo demonstrou que tomar cafeína logo depois de ver as imagens "melhora o reconhecimento delas 24 horas depois, dando apoio à ideia de que ajuda o cérebro a consolidar o aprendizado".
"Mas, não houve melhora direta na memória de reconhecimento graças à cafeína. Ao invés disso, o efeito foi uma pequena melhora na habilidade de distinguir entre as novas imagens que pareciam com as antigas das que eram realmente as antigas."
Para Sandberg, a cafeína pode ajudar uma pessoa a prestar mais atenção, mas a melhor forma de consolidar o aprendizado é dormir, o que pode ser um problema com o consumo de café.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Escrever é melhor que digitar

Por: Bruna Menegueço

É o que mostrou uma pesquisa norueguesa. A explicação é simples: escrever envolve muitos sentidos e, por isso, facilitaria o aprendizado e a memorização do que é escrito. Confira
Na sala de casa, você abre o notebook para checar alguns e-mails. Seu filho logo vê a tela e quer brincar, apertar, desenhar. O contato das crianças com teclados acontece cada vez mais cedo e ganha espaço no dia a dia.

Pensando nisso, cientistas noruegueses resolveram estudar a diferença de aprendizado entre crianças que escrevem à mão e aquelas que digitam. A pesquisa, feita na Universidade de Stavang, mostrou que o primeiro é melhor porque envolve muito mais sentidos que o digitar, o que facilita o aprendizado.

O estudo foi feito com dois grupos de alunos. O primeiro escreveu o alfabeto à mão, enquanto o segundo digitou. Ao final do trabalho, os pesquisadores perguntaram se eles lembravam o que havia escrito e o primeiro grupo se saiu melhor.

A explicação dos cientistas é simples. Segundo eles, partes diferentes do cérebro são ativadas quando lemos as letras digitadas e quando reconhecemos as letras escritas a mão. ”Ao escrever, os movimentos envolvidos deixam uma memória na parte sensorial e motora do cérebro, que ajuda a reconhecer as letras e cria uma conexão entre leitura e escrita”, explica Anne Mangen, professora do Centro de Leitura da Universidade.

O papel dos pais e da escola é incentivar todas as áreas do cérebro da criança, principalmente durante a alfabetização. “Ela precisa aprender a segurar o lápis, a desenhar a letra que não está pronta, a ter o domínio do traço. Antes de escrever, ela vai passar o dedinho nas letras em texturas diferentes para perceber sinestesicamente a diferença entre elas, até os menor detalhe entre P e o R, por exemplo", diz Raquel Caruso, psicomotricista do EDAC – Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico. "Tudo isso é muito diferente do simples apertar o botão no teclado, que já está ali, pronto.”